Marina não deve ganhar a eleição

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 Lula MirandaLULA MIRANDA

Aprendi, desde muito jovem, desde os meus tempos de surfista, que toda onda surge, cresce, pode até se desenvolver e agigantar, mas sempre arrebenta

Apesar do messianismo, da precipitação, do exagero e do voluntarismo que impera hoje nas discussões em torno da candidatura de Marina Silva, a ex-senadora (e ex-petista) não deverá se eleger presidente da República. Aprendi, desde muito jovem, desde os meus tempos de surfista, que toda onda surge, cresce, pode até se desenvolver e agigantar, mas sempre arrebenta – por vezes num paredão de arrecifes. Depois, só o que se distingue no mar é muita espuma, areia revolvida na água, uma prancha quebrada e, eventualmente, algum surfista “prego” um tanto assustado e sufocado por ter levado um tremendo de um caldo.

Porém, é prudente ressalvar, entre tantos “surfistas” Marina não é nenhum “prego”. Tampouco deve ser considerada e combatida com se fosse uma “inimiga”. Deve ser considerada, no presente momento, uma adversária política, apenas isso.

Outra ressalva importante: recomendo atenção ao caráter polissêmico do título desse texto e à diversidade (e sustentabilidade) da nossa “fauna” na política. Na “nova” e na velha.

Combater a candidatura Marina, de forma virulenta e lançando mão de preconceitos odientos, não é digno de progressistas. Não é próprio à dignidade de esquerdistas ou de humanistas. O ódio e a intolerância são armas do povo “do lado de lá”, à direita – não nos esqueçamos disso. Cada surfista na sua onda.

Faço essa advertência porque alguns dos epítetos que estão sendo lançados contra a candidata depõem contra essas próprias pessoas, que têm o despudor de postar esses tipos de comentários infames na web, peçonhas reveladoras de sentimentos medonhos e preconceitos de classe – e até de cor. Quem se utiliza desses argumentos ignominiosos está, sem saber, ajudando a candidata que pretendia atacar, pois só reforça/fortalece a essência do seu discurso voluntarista e estéril, mas encantatório.

Portanto, se você é favorável à candidatura de Dilma Rousseff – ou mesmo, a essa altura do sismo e/ou da cisma, do tucano Aécio Neves –, procure criticar a outra candidata com polidez, urbanidade e bons argumentos. Se ainda está indeciso, convém prestar bastante atenção.

O problema, para os órfãos da centro-direita, é que o candidato tucano já pode ser considerado carta fora do baralho. Este, inclusive, já começa a ser “cristianizado” pelos seus próprios correligionários e aliados de ocasião. Disseram-me que José Serra está que é “todo sorrisos”, pois acaba de escapar de uma “barca furada” que soçobrou sinistrada por uma onda gigante, verdadeiro tsunami causado por um terremoto provocado pelo impacto devastador de um avião “Kamikaze” que caiu em Santos, pondo um trágico ponto final na carreira de um político promissor e colocando providenciais reticências na carreira da sua então vice. Eduardo morreu para que Marina pudesse vencer?! Não seria esse um preço demasiado alto e injusto a se pagar?

José Serra, baluarte da “nova” política, passado o vento da desgraça e a comoção oportuna, está com uma vaga no Senado numa das mãos e, na outra, ainda voando, um (ou dois) ministérios assegurados num futuro governo Marina Silva. Ou seja, terá onde abrigar toda a sua corriola. E assim plantar as sementes para quando 2018 chegar. A candidata já acenou e deu a senha: “não concorrerá a reeleição”. Serra está atento, para variar. E não desiste nunca – também ele.

Mas, por outro lado, se você não é tucano, “sonhático” nem petista fanático, prepare-se para uma eleição emocionante, pois teremos um segundo turno ESPETACULAR (!) disputado entre Dilma Rousseff e Marina Silva. Sim, olhando e escutando o noticiário pode até não parecer, decerto, mas teremos um segundo turno. A menos que os adversários políticos da “sonhática”, indivíduos que, por ofício e a princípio, têm a obrigação de viver com os pés plantados no mundo real, ainda não estejam despertos ante o estridente alerta de tsunami que grita por todo o país, e se afoguem todos, já na primeira onda.

Cada vez que se fala em Marina na mídia, aqui inclusive e por toda a blogosfera, é mais um sopro providencial para a sua onda prosseguir avançando rumo à praia, e se robustecer ainda mais. Afinal, nunca é demasiado lembrar, Marina tem um tempo exíguo no horário eleitoral. Marina não tem mais nada – além do mito e da mistificação personificados na sua fantasia mascarada. Para sobreviver, e eventualmente ganhar, necessita muito do sopro providencial da grande mídia – que, aliás, já lhe é, desde sempre, amplamente favorável.

A boa notícia, ao que nos sugere o verniz das aparências, é que a elite conservadora e reacionária brasileira terá malogrado, mais uma vez, quer se eleja Dilma quer se eleja Marina. Mas… “As aparências enganam/ aos que odeiam e aos que amam/porque o amor e o ódio se irmanam/no outono das paixões(…)”. Era o que cantávamos, fazendo coro com a magistral Elis Regina, na década de 1980. Mas… o tempo passa e vamos ficando velhos – só para citar canções de uma época peculiar.

Política é paixão. Mas o exercício da política requer racionalidade, equilíbrio, equidistância.

Honestamente, sou mais simpático à candidatura de Dilma Rousseff – e certamente nela votarei. Sou veemente opositor da candidatura Aécio Neves, pois sou contra o retrocesso que representaria a volta dos tucanos ao poder central. Esse seria, indubitavelmente, o pior cenário para o país. E dele estamos enfim libertos. Essa é a minha opinião. E, nunca é demais lembrar aos mais distraídos, esta é uma coluna de opinião.

Mas, com relação à candidatura Marina, apesar de achar, e desejar, com serenidade, que ela não seja a vencedora no pleito deste ano; apesar de achar que ela não tem o devido preparo para o cargo; que ela e seu novo partido de aluguel não tem a inserção necessária na sociedade nem equipe suficientemente robusta e competente para exercer a Presidência, me sinto bastante confortável e tranquilo diante da hipótese de Marina Silva vir a ser o segundo indivíduo oriundo das classes desfavorecidas a ser convocado/escalado por parte das elites brasileiras para exercer a Presidência da República e tentar, a seu modo, suavizar/amenizar, tal qual um pelego, as imensas injustiças sociais e iniquidades que ainda grassam nesse país embriagado pela hipocrisia e pelo falso moralismo mais conservador e reacionário.

Quem (ou o que) será mais forte nessa eleição: Dilma ou Marina? A ação ou a reação?

Em outros textos, mais adiante, tratarei, mais amiúde, das duas candidatas – seus supostos pecados e virtudes. BR 247

Datafolha confirma: hoje, Marina seria eleita

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Pesquisa Datafolha, divulgada nesta sexta-feira, apontou empate técnico, no primeiro turno, entre a presidente Dilma Rousseff e a ex-senadora Marina Silva na sucessão presidencial; ambas teriam 34%, contra 15% de Aécio Neves; no entanto, na simulação de segundo turno, Marina venceria, com dez pontos de vantagem (50% a 40%); nesta sexta, ela afirmou ainda que o povo brasileiro já elegeu um acadêmico, um operário e “há de eleger uma professora que veio do seringal da Amazônia” 158

Rui recepciona Dilma e segue para comício em Valença

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Candidata Dilma Rousseff faz campanha em Salvador
Dilma Rousseff faz campanha em Salvador. Foto: Divulgação

Rui Costa, candidato a governador pela coligação Pra Bahia Mudar Mais, sequer teve tempo de comemorar sua boa participação no primeiro debate entre os candidatos ao governo realizado pela TV Band, na noite da quinta-feira, pois já tem uma intensa agenda a cumprir nesta sexta-feira (29), inclusive com programação no interior. Pela manhã, o candidato participa de gravações para o programa eleitoral e, à tarde, depois de se encontrar com a presidente Dilma Rousseff, que recebeu homenagem de grupos afros no Centro Histórico de Salvador, seguiu para se incorporar a mais uma edição da Caravana 13, que percorrerá vários municípios do Baixo Sul. Com a participação, ainda, de Otto Alencar, candidato a senador, e João Leão, candidato a vice-governador, a caravana visitará as cidades de Camamu, Igrapiúna, Nilo Peçanha, Taperoá e Valença, onde haverá um grande comício, marcando o encerramento da programação do dia.

Itiruçu: Prefeito tucano declara apoio a Marina Silva. ”já estou dizendo que eu voto em Marina”

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Wagner vai arregaças as mangas. Fotos: Blog Marcos Frahm

Jogando a toalha – O prefeito Wagner Novaes, de Itiruçu, exerce no município do Sudoeste baiano o seu terceiro mandato de chefe do Executivo local, após voltar ao cenário político em 2012 e eleger-se gestor público ao vencer o então prefeito e candidato à reeleição pelo PT, Carlos Roberto Martinelli. Wagner está na vida pública há quase 20 anos e durante todo este tempo foi filiado ao PSDB, do presidenciável Aécio Neves, que tinha o seu apoio, até ontem: o tucano declarou apoio a Marina Silva do PSB. Em entrevista nesta quinta-feira (28) ao ”Blog Marcos Frahm”, o prefeito deu duas razões para ter tomado a decisão: o fraco desempenho de Aécio, baseando-se nas pesquisas de intenção de voto e a chance que Marina tem de vencer ”Dilma Rousseff”, que em sua opinião, não pode permanecer governando o país.”Eu tenho uma posição contra o PT, é uma questão minha, questão pessoal. Quando o Eduardo Campos morreu, eu já dizia naquela época que no segundo turno eu votaria com Eduardo Campos. Mesmo para perder, eu tenho uma direção e voto contra o PT. O PT hoje é uma mercadoria vencida. Os desmandos, os desvios, as coisas se tornaram tão grande; quebraram a Petrobras, um monte de coisas que não cabem mais”, afirma o tucano. Wagner Novaes é um dos coordenadores da campanha do deputado federal e candidato à reeleição Jutahy Magalhães Jr, uma das mais expressivas lideranças do PSDB baiano e defensores da candidatura de Aécio. No entanto, Wagner não quis saber se enfrentará questionamentos da legenda partidária a qual é filiado e declarou que vai “arregaçar” as mangas na campanha de Marina. ”Eu tenho a campanha abertamente no primeiro turno com apoio a Aécio, mas já estou dizendo desde a semana passada que eu voto em Marina. Vou para a rua, de casa em casa, mostrar que Marina, apesar de que não tem essa experiência toda, é melhor que a Dilma para o Brasil”, declara. Quando perguntado sobre o posicionamento do PSDB, que segue com Aécio, Novaes revelou que a sua decisão ”não é orientação do partido, mas a gente sabe que o sentimento do pessoal do PSDB é votar em Marina”. Sobre a sucessão estadual, o gestor tucano acredita na vitória de Paulo Souto (DEM), ainda no primeiro turno e disse que o quadro do candidato do PT, Rui Costa, é irreversível.

Pré-sal: 1ª vítima do plano de governo de Marina

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Produção em crescimento de 600 mil barris/dia pela Petrobras no pré-sal não sensibiliza candidata Marina Silva, do PSB; em programa de governo de mais de cem páginas, coordenado pela herdeira do banco Itaú Neca Setúbal, acento na produção de combustíveis vai mesmo para o etanol, extraído a partir da cana-de-açúcar por uma centena de usinas no País; Petrobras prevê que vendas a partir da exploração das águas profundas possam render mais de US$ 100 bilhões ao País nos próximos dez anos; presidenciável que cresce nas pesquisas vê de outra maneira: “Costumo dizer que o petróleo é um mal necessário. Temos que sair da idade do petróleo”; guinada de 180 graus em relação a estratégias implantadas ao longo de 12 anos nos governos Lula e Dilma poderá ter alta velocidade 421

Janot vai investigar avião de Campos e Marina

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O PSB terá que explicar à Procuradoria Geral Eleitoral (PGE) todas as circunstâncias do uso do avião fantasma Cessna Citation PR-AFA, que caiu no último dia 13 matando então candidato Eduardo Campos e outros seis tripulantes; procurador-geral eleitoral, Rodrigo Janot, instaurou nesta sexta-feira, 29, procedimento para investigar a prestação de contas do PSB; partido da candidata Marina Silva terá de apresentar toda movimentação financeira realizada para a utilização da aeronave durante a campanha; Janot quer saber qual preço médio que o PSB teria pago pelo aluguel ao avião, que não tem dono declarado; uso da aeronave não foi declarado ao TSE   12

Vigilância apreende carne clandestina em Jaguaquara

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Vigilância apreende carne clandestina em Jaguaquara

 Foto: Sílvio Senna / Blog Marcos Frahm
A Vigilância Sanitária apreendeu, nesta sexta-feira (28), cerca de 320 quilos de carne imprópria para o consumo em Jaguaquara, no sudoeste baiano. Os agentes sanitários, acompanhados de policiais militares, interceptaram um veículo de modelo Chevette que trazia a mercadoria de Jequié. A carne estava acondicionada em sacos plásticos, no porta-malas do veículo e foi incinerada no Aterro Sanitário do município. O motorista disse desconhecer o responsável pelo produto, mas papéis com nomes de proprietários de açougues foram encontrados. A suspeita dos fiscais é de que a prática seja mensal. Informações do Blog do Marcos Frahm.

Contradição entre ‘nova política’ X ‘velha política’ é a pedra no sapato de Marina, afirma colunista

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Contradição entre ‘nova política’ X ‘velha política’ é a pedra no sapato de Marina, afirma colunista

As equipes de campanha dos candidatos à presidência Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) tentam descobrir como minar a força que Marina Silva (PSB/ Rede) ganhou desde a morte trágica Eduardo Campos. O grande momento para avaliar isso foi durante a entrevista da candidata ao Jornal Nacional, na noite desta quarta-feira (27). Mas uma pesquisa qualitativa realizada por uma agência de São Paulo, segundo a coluna Radar Online, mostra que os opositores de Marina não têm muito o que comemorar. Depois de assistir ao JN, os entrevistados consideraram que: a embaraçosa questão sobre a propriedade do avião de campanha de Eduardo Campos não cola em Marina. Isso porque as classes C, D e E não conseguem entender direito do que está se falando; a inexperiência de Marina também não esquenta a cabeça dos seus eleitores. Até porque Lula, neste caso, vira a referência de alguém “sem experiência que foi bem sucedido”; e a baixa votação que Marina obteve no Acre em 2010, tema levantado por Patrícia Poeta, não incomodou tanto. O único ponto negativo que atingiu a ex-senadora em cheio foi a discussão sobre a “nova política” contra a “velha política”. Isso teria causado algum desconforto em seu eleitorado. Os entrevistados enxergaram ali uma certa contradição entre o discurso e a prática de Marina.

Na Bahia, Dilma diz que recessão técnica é momentânea e que país terá ‘grande recuperação

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Na Bahia, Dilma diz que recessão técnica é momentânea e que país terá ‘grande recuperação’

 

A presidente Dilma Rousseff defendeu, nesta sexta-feira (29), que a recessão técnica provocada pela segunda redução consecutiva do Produto Interno Bruto (PIB) é apenas momentâneo. Em visita ao Senai Cimatec de Salvador para compromisso oficial, a candidata à reeleição pelo PT justificou que a queda foi causada pelo número de feriados que o país teve – segundo ela, o maior da história – por causa da Copa do Mundo. A petista afirmou que só EUA, China e Reino Unido tiveram crescimento, e a maioria dos países da America Latina – como Chile, Peru e Colômbia – sofreu com a queda do preço das comodities. Ainda assim, o governo estaria “criando condições” para que, no próximo trimestre, haja uma “grande recuperação”. Dilma prometeu que, caso reeleita, retomará a reforma política, com uma atuação de Estado “sem burocracia” e com redução de impostos na folha de pagamento das empresas e na cesta básica. “O sistema brasileiro está moderno, mas a estrutura política ainda é de 20 anos atrás”, comparou. Bn

Um debate de competências

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Um debate de competências

 

O debate que a TV Bandeirantes levou ontem ao ar e que só findou no início da madrugada de hoje, foi marcado por boa organização e pelo que, de resto, se imaginava: Paulo Souto procurava Rui Costa para acossá-lo, Costa usava o mesmo expediente em relação a Paulo Souto, e Lídice da Mata atacava os dois, usando maior eficiência nas alfinetadas no candidato governista. Marcos Mendes, do PSOL, não surpreendeu porque tem excelente formação e demonstrou conhecimentos sobre os problemas da Bahia. De outro modo, Da Luz também não surpreendeu porque é o que é: repete sempre as mesmas coisas. O que já não é surpresa transpareceu no debate como um fato curioso: o candidato Rui Costa parece ser candidato à reeleição, porque quando se refere ao governo Jaques Wagner, do qual participou, e foi pinçado pelo governador para ser o candidato do PT à sucessão, ele colocava sempre a expressão “nós fizemos” embora tendo ocupado secretarias meios, e não fins, como a de Articulação e a Casa Civil, que são mais políticas do que executivas. Souto tem a seu favor um amplo espectro de conhecimentos dos problemas baianos, por ter sido governador por duas vezes e detém conhecimentos da Bahia de antes e a de agora. Foi bem e de igual modo Rui e Lídice. Acentuou por mais de uma vez que a Bahia retrocedeu no cenário federativo, perdendo posições em relação aos demais estados. Lídice levou o debate também para o cenário nacional (o que Souto e Rui não fizeram) citando Marina Silva e, por duas ou três vezes, Eduardo Campos. O interessante é que Rui Costa, e isso é uma questão de marketing, passou a rir muito na campanha (com dentes perfeitos) e em algumas vezes que as câmeras da Band flagrou a sua imagem quando estava sério, demonstrava uma imagem sisuda, senão preocupada. Mas está preparado. Dispõe de conhecimentos sobre o Estado. Assim posto, na medida em que o BN realizou uma extraordinária cobertura do debate, de resto é elogiar a competência da Band Bahia. Valeu.

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